08 junho 2007

A RELEVÂNCIA DO JORNAL BRASIL PRESBITERIANA PARA A IPB



Em Homenagem ao aniversário do JBP


*Rev. Ashbell Simonton Rédua
asredua@yahoo.com.br


Fundado em 1958, resultante da fusão de dois outros jornais, O Norte Evangélico e o Puritano, com sua primeira edição publicada no dia 8 de junho de 1958, é o órgão oficial de comunicação da IPB. Administrado por uma Autarquia da IPB, a Rede Presbiteriana de Comunicação (RPC), que além do JBP, administra vários outros setores de Comunicação e Marketing da Igreja Presbiteriana do Brasil.
A data oficial de seu aniversário comemora-se a data de sua primeira edição. Homenageando o JBP, buscamos compreender a relevância do Jornal para a IPB. O JBP busca atingir, de forma subjacente, dois objetivos: qualidade e relevância. A qualidade refere-se ao âmbito interno da área na qual se desenvolve. Trata-se de sua profundidade, abrangência, da medida em que lança luz sobre diferentes assuntos, resolve problemas e desafios históricos. A relevância se relaciona com a aplicabilidade a áreas externas à do desenvolvimento das matérias e com sua importância para a Igreja Presbiteriana do Brasil.
Tanto a qualidade quanto a relevância são medidas de maneira imperfeita, e não poderia ser de outro modo, pois não existe uma maneira exata para se medir uma ou a outra. Portanto, toda medida é aproximada e podemos apenas indicar parâmetros que, de acordo com o bom senso, parecem bastante correlacionados com uma ou outra. Com isto nos referimos aos critérios que vêm de fora da área, já que uma relevância “interna” confundir-se-ia com o que denominamos “qualidade”. A correlação entre qualidade e relevância existe, mas não deve ser superestimada. Quase tudo o que tem muita qualidade acaba sendo relevante e, provavelmente, nada que não tenha qualidade terá alguma relevância. Mas existem notáveis exceções. O fato é que a relevância se julga a partir de um ponto de vista externo à área. Quando se julga relevância, o resultado é, via de regra, tem por resultado a publicação, o prêmio, ou a citação elogiosa.
A IPB encontra, no JBP, um canal direto de comunicação. Nele, são apontados problemas locais e regionais, e procuradas soluções a curto, médio e longo prazo. As perguntas e dúvidas que afligem as igrejas não ficam sem respostas. A equipe do jornal vai à busca da notícia. A Notícia vem fazendo, no geral, uma cobertura equilibrada, as resoluções do SC/IPB e da CE/IPB. Em alguns meses, apresentou mais matérias supérfluas, com pouco caráter informativo, as que fazem referências apenas aos aniversários de algumas igrejas, com fotos bastante antigas, que apresentam igrejas de “fundo de quintal”. Em outros, o material publicado sobre as igrejas reforçou o que realmente interessa a IPB, o que as Igrejas Presbiterianas estão fazendo.
Os recursos gráficos enriqueceram bastante o JBP, desde a sua criação, os editores vem tentando utilizar o novo meio como instrumento para conquistar e reter leitores presbiterianos. Mas, a despeito de um início promissor, todas as tentativas de conduzir leitores para jornais e revistas das sociedades internas têm falhado. O número de leitores decresce anualmente, comparando com o crescimento da IPB e cai também a receita dos anúncios – embora não na mesma proporção.
Habituados a editar o pensamento reformado para as igrejas filiadas a IPB , o JBP talvez esteja com dificuldade para retratar a múltiplas realidades que a nova complexidade religiosa nos expõe diariamente. Aliás, nos debates dos editores que sempre formaram a opinião teológica e social de um grupo da Igreja.
Vale a pena o ser relevante?
Vale, se tivermos ânimo para ultrapassar as fronteiras proibidas, fronteiras bloqueadas pela censura eclesiástica, pela ignorância, pela mentira. Vale, se tivermos os olhos bem atentos, para ver o delicado, o diferente, o invisível. É preciso coragem para se comprometer, para dizer o que se vê e o que se sente, sem medos nem manuais que alegram o coro dos contentes.

*Rev. Ashbell Simonton Rédua – Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbitério do Norte (Recife-PE), em 1989, Bacharel em Teologia com Especialização em Capelania, pelo Seminário Teológico Evangélico do Nordeste (Recife-PE), 1990, Bacharel em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo (2006), Especialização em Bíblia pelo Centro de Pos-Graduação Andrew Jumper, Graduando em Direito pela Centro Universitário Plínio Leite, e Especializando em Direito Ambiental pela Universidade Gama Filho Currículo completo http://lattes.cnpq.br/9018318255138280

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