08 setembro 2006

DIA DO SEMINARISTA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL


Niterói-RJ, 08 de setembro de 2006.


Do: Rev. Ashbell Simonton Rédua - Membro da JET
Aos: Seminaristas do Seminário Presbiteriano da IPB
Assunto: Dia do Seminarista Presbiteriano



Meus queridos seminaristas Presbiterianos!

Meus queridos seminaristas, hoje estamos comemorando o seu dia. Fala-se menos hoje em formação pastoral, e, mais em formação de líderes. Infelizmente não encontramos na Bíblia a palavra “líder” para descrever aqueles que são chamados para servir à Deus na Vocação Pastoral. Deus teve apenas um Filho e tornou-O um Pregador. O ministério pastoral é uma obra árdua. Paulo comparou a vida do pastor à do soldado e à do lavrador. Ele encorajou o jovem Timóteo a participar “dos sofrimentos” no ministério (2 Tm 2:3,6). No cerne desta obra árdua está a santa tarefa de pregar. D. Martyn Lloyd-Jones afirmou que “a mais urgente necessidade da igreja cristã é a verdadeira pregação”. “Prega a palavra!” foi a admoestação do apóstolo a Timóteo. “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4:2). A razão pela qual Timóteo precisava pregar a Palavra com autoridade era a inevitável tendência íntima dos homens no sentido de resistirem à sã doutrina. A pregação é o meio ordenado por Deus para combater essa tendência.

Meus queridos seminaristas, hoje, ouvimos muito a respeito da irrelevância da pregação. O homem moderno (especialmente o que cresceu nas últimas 4 décadas) simples- mente não ficará quieto diante de tais atividades “tradicionais” da igreja. O que precisamos fazer, portanto, é dar-lhe o que ele quer: dramatização, dança, multimídia. Todos estes e outros métodos estão sendo trombe- teados como os novos veículos da proclamação para a igreja de hoje.
Eles nos dizem que a pregação está fora de moda. Esperar que grandes grupos de pessoas se assentem nos bancos da igreja e ouçam um homem falar por meia hora ou mais não é apenas presunçoso, é tolice. Apesar disso, “aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1 Co 1:21).

Meus queridos seminaristas, se temos esperança de ver genuíno avivamento e reforma, é preciso haver o retorno de poder ao púlpito. A pregação ungida pelo Espírito é a grande necessidade de nossos dias.

Meus queridos seminaristas, queimem seus olhos com estudo cansativo. Desarticulem seu equilíbrio emocional com a preocupação pelas coisas de Deus. Troquem suas aparências piedosas por uma caminhada humilde com Deus e com os homens. Gastem-se para a glória de Deus. Desliguem seu telefone. Destruam suas folhas de avaliação. Ponham-se à prova, examinem-no, submetam-no a testes. Humilhem-se por sua ignorância das coisas divinas. Envergonhem-se por causa de sua boa compreensão de assuntos econômicos, de resultados de campeonatos esportivos e de questões sobre partidos políticos. Gracejem-se de suas frustradas tentativas de “ser um psiquiatra” ou um “psicólogo” pregando auto-ajuda.

Meus queridos seminaristas queremos “Pastor, que conheçam Deus”. Quando, por fim, você subir ao púlpito, queremos ouvir uma palavra vinda de Deus. Se não, dispenseremos e diremo-lhes à vocês que também sabemos ler jornal, digerir os comentários da televisão, avaliar os problemas superficiais do dia, lidar com as enfadonhas tendências da comunidade e abençoar o arroz e feijão, melhor do que você.

Meus queridos seminaristas, se Deus prolongar a minha vida, espero observar o seu ministério. E ficarei muitíssimo triste se descobrir que o formalismo vazio e professos de coração dividido permanecem sem perturbação no seu pastorado. Você deve suspeitar imediatamente que algo está errado em seu ministério, se os seus ouvintes aprovam o seu ministério e, ao mesmo tempo, se deleitam com o pecado e tranqüilizam suas consciências na busca por diversões mundanas.

Meus queridos seminaristas, a todos os pregadores eu posso dizer: “Prega a palavra!” Mas, para você, eu tenho algo mais a dizer: “Insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina”.
O quê? Temos de fazer isto sempre? Sim, sempre. “Insta, quer seja oportuno, quer não.” Por amor a Cristo, à Igreja, à própria alma e à sua saúde, eu o exorto: seja vigilante no exercício deste ofício sublime. Sim, por amor a Cristo, todo o seu tempo não é suficiente para que exalte o precioso nome dEle. E, visto que há poucos que O honram, seja este o seu perpétuo trabalho.
Que o Senhor vos abençoe na confirmação da vossa Santa Vocação.

Soli Deo Glória

Rev. Simonton


Nenhum comentário: