27 julho 2006

MILAGRES E RELIGIOSIDADE POPULAR

Geralmente se pensa que o problema dos milagres tenha interesse puramente teológico e religioso. Isso tem levado vários intérpretes a considerar a discusão de milagres como algo que só tem significado no contexto da crítica psicologica à teologia e à religião. A questão dos milagres tem alto interesse epistemológico no campo da teologia e isto parece algo indiscutível.
Grandes correntes da teologia Cristã contemporânea afirmam que só faz sentido falar de Deus como um Deus que age e se revela na história - um Deus que se faz conhecido, através de eventos históricos. Embora esta ação divina seja vista, principalmente por teólogos de tendências existencialistas, na dimensão existencial do curso normal e natural da história e também da teologia natural, por outros é vista primariamente nos portentos e prodígios que se crê que Deus tenha realizado milagres como sinais divinos para o seu povo. Esta é uma questão, porém, que não nos interessará diretamente neste artigo.
O problema de milagres tem ramificações epistemológicas de razoável interesse para a filosofia e ciência, e são estas ramificações que nos interessarão mais de perto em nossa análise dos milagres e da religiosidade popular.
Não há dúvida de que o nosso interesse principal ao discorrer sobre milagres na religiosidade popular é solaptar o que era considerado como uma das mais fortes evidências a favor da veracidade da religião Cristã, a saber, o suposto fato de haver ela surgido em meio a magníficos milagres. Contudo, não recorreremos à estratégia de outros anti-apologetas do cristianismo, qual seja, mostrar que milagres não podem ter ocorrido, pois são "impossíveis". Nosso principal argumento é que, mesmo que milagres sejam possíveis, e ainda que tenham realmente ocorrido, uma pessoa sábia e instruída (ou racional), cujas crenças são proporcionais à evidência existente para estas crenças, nunca terá razões suficientemente fortes para acreditar que tenham ocorrido. Em outras palavras, milagres não são impossíveis: são meramente "incríveis".

MILAGRES COMO VIOLAÇÃO DAS LEIS DA NATUREZA

O fato dos milagres ter sido escolhido como estratégia de vários grupos religiosos cristãos e não-cristãos, é, de certa maneira, indicativo de sua preferência por problemas relacionados ao ser humano a problemas relacionados à natureza, de sua afeição maior pela cura miragulosa, do que pela ciência natural.
A analise do processo histórico do movimento carismático tanto evangélico como católico romano de libertação/cura tornou-se nos últimos vinte anos, um fenômeno religioso que unificaria as crenças populares com os conceitos religiosos das classes populares, em busca da libertação da opressão política, econômica, social e da religiosidade tradicional.
Como movimento popular, o movimento carismático elabora os mais diversos símbolos e praticas devocionais que se identifica com as necessidades básicas do homem latino-americano.
No movimento è identificado três práticas principais que irão caracterizar as suas ações:
1º) A Bíblia tem vital importância, porém não há uma preocupação acadêmica na sua interpretação, consequentemente a hermenêutica e a exegese são irrelevantes, o importante mesmo è a interpretação literal, neste caso o “crero profissional” não existe no movimento.
2º) Torna-se imprescindível o ministério do leigo, ele è a mola mestre para o crescimento do movimento. O leigo tem participação ativa no processo de conversão, por não ter formação acadêmica religiosa, o clérico é uma pessoa do povo, necessariamente carismático, que seguiu todos os passos propedêuticos do movimento: batismo com o Espírito Santo, dom de línguas (estática e não glossolalia), exerceu o ministério leigo de evangelização e discipulado, passou pelo diaconato e presbiterato. O clérico é um ancião no sentido literal da palavra.
3º) É identificado um universo simbólico que legitima o movimento, os principais são o batismo com o Espírito Santo e o dom de línguas. Estes símbolos por sua vez tornaram-se a porta de entrada dos salvos na comunicação e comunhão com Deus.
Na praticidade a religiosidade popular a partir do povo nem sempre são coerentes, devido ao surgimento de lideranças ideológicas partidárias que com a bandeira de Deus decretam uma “batalha espiritual”, contra todas as demais denominações e seitas cristãs e/ou não cristãs, contribuindo para a formação de um estruturalismo sincrético, adquirindo formas históricas e sociológicas diferentes em momentos e lugares distintos.
Praticamente todo o movimento religioso popular, possuem características de seitas, até aqueles grupos que são classificados estruturalmente em denominações (Assembléia de Deus, Congregação Cristã, Brasil para Cristo, Igreja do Evangelho Quadrangular, Comunidade Evangélica da Graça, Igreja do Nazareno, Universal do Reino de Deus, Católicos Carismático, Igreja Católica Brasileira, etc.), radicalizam-se, assumindo formas sectárias e revolucionárias contra os demais grupos religiosos.

A PRÀTICA RELIGIOSA DO MOVIMENTO POPULAR

Vivemos em um país de crise que também é perceptível em toda a América Latina. São diversos os fatores que contribuem para esta crise: è o atendimento médico governamental precário, são os planos de saúde inacessíveis a grande maioria da população, è a poluição sonoro, è a presença de químicos que mata lentamente o povo, é a insegurança social, econômica e política, è o medo e pavor de assaltos, è a falta de saneamento básico para a maioria da população, è o problema da falta de moradia digna para o povo, è o problema do menor abandonado, è a tristeza daqueles que moram nos lixões das grandes cidades, è a questão da prostituição infantil, è a evidência da corrupção pública, è o consumo de drogas, è a falta de uma política séria, honesta, que visa o bem estar da população, è a perda dos valores morais,[1] é as cadeias superlotadas, gerando uma qualidade de vida sub-humana, è o ensino público precário. Tudo isto só nos traz a lume, que a América Latina com toda a sua riqueza è amaldiçoada, pois è grande o contraste entre toda a riqueza que existe neste continente com a sua grande pobreza . Vivemos em um continente de explorados, com a idéia tacanha de povo colonizado, que perde sua identidade e seus valores em detrimento da opressão e marginalização do estrangeiro.
A luz das crises que enfrentamos no cotidiano, surge o movimento carismático[2] oferecendo um produto com sabor de mel, alicerçado no pensamento apocalíptico[3]. “A sociologia que determina o critério deste distinção, que se preocupa pelo (tarefa) de explicar o pano de fundo social das comunidades ou indivíduos”[4] è incapaz de estabelecer critérios para análise do movimento religioso, pois os próprios apocalípticos fornecem pouquíssimos dados sobre suas comunidades.
A oferta è ampla e diversificada, nela encontra-se produto para todo e qualquer problema. O importante dessa oferta está na sua solução, o problema è resolvido imediatamente, isto è, Deus intervém aqui e agora. A “Batalha Espiritual” é travada, os exércitos angelicais guerreando contra os demônios, são capazes de dar a vitória à pessoa que tem fé. Na realidade a batalha tem aspectos de transcendência e imanência em cada indivíduo. “Nisso reside a motivação fundamentada para o fervor e a "guerra santa" contra todos as demais religiões, notadamente àquelas que manipulam poderes sobrenaturais através da magia. Identificado o inimigo, não falta motivação para essa ‘luta’ contra a malignidade invisível e suas pretensas expressões religiosas. Isto è suficiente para superlotar os templos todos os dias...”[5]
A esperança apocalíptica do movimento “tornou-se a absoluta segurança da conquista divina do bem sobre o mal”[6]. È importante salientar que tal segurança se expressa em categorias simbólicas temporais, com o objetivo de intensificar a certeza da manifestação no cumprimento de suas promessas divinas.
Parece bastante provável, pois, que entre as pessoas sábias e racionais, que proporcionariam suas crenças à evidência, e, consequentemente, seriam levadas a não acreditar na ocorrência de milagres.

OS MILAGRES NA RELIGIOSIDADE POPULAR

Os milagres, propriamente ditos, supostamente aconteceram quase que exclusivamente através do testemunho de outras pessoas e dos relatos de testemunhos oculares dos espectadores. Na maioria das vezes, observa-se, aceitam sem maiores problemas o testemunho e os relatos de outras pessoas, e isto porque tem-se aprendido através da experiência que, em um grande número de casos, testemunhos e relatos de espectadores são verdadeiros, a menos que estes tenham alguma razão para nos enganar, ou que tenham eles próprios sido enganados.
Tem havido, pois, uma conjunção entre testemunho humano e os fatos que estes testemunhos relatam. A experiência desta conjunção, porém, não é uniforme, embora possa ser frequente. Pessoas, às vezes deliberadamente, dizem mentiras, e, outras vezes, são, elas próprias, enganadas, e, consequentemente, dão falso testemunho, embora não intencionalmente. Como regra prática, entretanto, podemos acreditar em testemunho humano, a menos que tenhamos razões para suspeitar que o informante ou tenha sido enganado ou esteja tentando nos enganar.
Um evento cujo acontecimento viria violar nossa experiência uniforme do curso da natureza é um evento miraculoso, na terminalogia da religiosidade popular. Um evento, porém, cujo acontecimento é raro e infrequente, mas já foi presenciado por muitos, não indo, pois, contra a experiência uniforme do curso da natureza, podemos chama-la de um evento extraordinário.
Se alguém vem, pois, e nos relata o acontecimento de um evento extraordinário, mas não miraculoso, ou seja, de um evento que raramente acontece, mas cujo acontecimento já faz parte de nossa experiência - como, por exemplo, o fato de que alguém jovem saudável, que aparentemente possuia saúde de ferro, faleceu de repente - a evidência resultante do testemunho é diminuída, em grau maior ou menos, em proporção à maior ou menor improbabilidade do fato.
A experiência nos ensina a dar um certo valor ao testemunho de outras pessoas, mas também nos adverte contra o inusitado, exatamente por ser inusitado. Temos, pois, aqui, um cotejo de duas experiências que se opõem. Deve vencer a experiência da religiosidade popular mais frequente. Se vamos ser sábios e racionais e proporcionar nossa crença à evidência, vamos aceitar a hipótese mais provável, e acreditar que aquele evento que temos presenciado mais frequentemente coeteris paribus, tenha acontecido.
Se alguém nos vem relatar, porém, o acontecimento de um evento miraculoso, i.e., de um evento que contraria a nossa experiência uniforme do curso da natureza, ou seja, de um evento que nunca vimos acontecer - como por exemplo, o fato de que alguém que já esteja morto e enterrado há alguns dias está novamente vivo - não há porque hesitar. Visto que nossa experiência nos tem mostrado, até aqui, que isto não acontece, e também nos tem mostrado que pessoas muitas vezes são enganadas ou tentam nos enganar, é muito mais provável ser por algum motivo falso o que nos esteja sendo relatado dos que haver acontecido algo sem nenhum precedente em nossa experiência. Contra o que nos é relatado há a experiência uniforme de uma lei da natureza. E como experiência uniforme equivale a uma prova, há aqui uma prova direta e plena, derivada da própria natureza da situação, contra a existência de qualquer milagre. Dai resulta a seguinte regra: "Nenhum testemunho é suficiente para estabelecer a ocorrência de um milagre, a menos que o testemunho seja de tal natureza que sua falsidade seja ainda mais miraculosa do que o fato que ele procura estabelecer.
Pela sua própria natureza, milagres são eventos "únicos", pois se deixarem de sê-los também deixarão de ser milagres.
Sem a menor dúvida, a religiosidade popular é o rico patrimônio dos pobres. Os movimentos messiânicos existem no Brasil desde o período colonial, e no Nordeste do país, as manifestações culturais populares de caráter religioso são marcantes.
Os messias ocupam sempre uma posição de superioridade em relação aos fiéis, uma vez que o messias é o líder no ápice e os fiéis na base, encontrando-se um grupo intermediário a ambos, que são os discípulos mais chegados (Queiroz: 1976).
Na última década do século XIX, surgiu o movimento de Canudos, organizado em torno de Antônio Vicente Maciel, ou Antônio Conselheiro. Conselheiro fora acusado de heresia pela Igreja Católica e de monarquista pelos líderes republicanos. Conselheiro foi o principal protagonista da revolta de Canudos, no sertão da Bahia. A prática das procissões pelos penitentes em busca de milagres tornou-se comum no Nordeste, como as procissões durante a quaresma em Juazeiro, Bahia, e pelos romeiros em Juazeiro do Norte, Ceará.
Os pedidos de milagres assim como as promessas feitas demonstram a desigualdade social e as necessidades que permeiam o cotidiano dos romeiros. Nesse caso, a falta de acesso ao sistema de saúde, distanciamento dos bens materiais e econômicos, do lazer, viagens e divertimento, assim como, da superficialidade de fundamento espiritual por parte dos devotos, pois, com a entrega das preces ao Santo, transferem para ele responsabilidades que seriam dos governantes, e buscam através dos pedidos suprir as deficiências da realidade em que estão inseridos. Por serem crédulos, os romeiros acreditam na força da oração, como um meio de resolver seus problemas e de terem direito, a outras possibilidades na vida.
Os Evangélicos crescem em estratos sociais com perfis socioeconômicos contrastantes: enquanto a renda e a escolaridade dos primeiros são bem inferiores à média da população, os últimos distribuem-se nas faixas de renda e nos níveis escolares mais elevados. Embora sua composição social não mais se restrinja aos estratos mais pobres, os pentecostais prosseguem crescendo majoritariamente na base da pirâmide social. Seu sucesso proselitista junto às massas pobres resulta, em parte, de seu incansável esforço e empenho para atraí-las, persuadi-las e recrutá-las mediante a oferta sistemática de serviços mágico-religiosos com forte apelo popular, da realização de cultos carregados de alto teor emocional, da propaganda pessoal e eletrônica, difundida diuturnamente, de testemunhos bem-sucedidos de conversão e obtenção de bênçãos. Sua ênfase pastoral e teológica na cura de enfermos, na expulsão e libertação ritual de demônios (tidos como responsáveis pelos infortúnios que afligem fiéis e virtuais adeptos) e na promessa de bênçãos materiais e de milagres aos cristãos obedientes a Deus – ênfase decorrente do propósito de resgatar, reproduzir e disseminar crenças e práticas do cristianismo primitivo – demonstrou ser uma receita evangelística exitosa, dada sua boa adaptação às demandas mágico-religiosas e aos interesses materiais e ideais de parte dos estratos pobres brasileiros e latino-americanos.

Conclusão
Os milagres é evidência em qualquer ramo do cristianismo, tanto católicos, ortodoxos e evangélicos. Assim, o que se perde é o elemento extraordinário e mágico, a partir do momento em que os seguimentos religiosos teve de lutar pelo seu espaço dentro da sociedade que se secularizava, ele deixou de ser mística e passou a ter um papel mais secular, ou seja, é o momento do "äggiornamento" da igreja cristã nas questões sociais; a partir de então, a mística religiosa "rústica" tão decantada pela sociologia rural deixa de apresentar o extraordinário e passa a ser ressemantizado pelos movimentos sociais dirigidos pela Igreja. Neste processo a religiosidade popular é transformado, através de uma migração simbólica, em símbolo chave da liturgia tendo a principal função o ver, julgar e agir, no aqui e agora através dos milagres.

BIBLIOGRAFIA

SIEPIERSKI, Paulo D., Fé Cristã e filosofia da historia no debate atual, in Historia da igreja em debate, organizado por Martin N. Dreher, São Paulo: Aste, 1994.

MENDONÇA, Antonio Gouvêa, Sindicato de Mágicos: pentecostalismo e cura divina (desafio histórico para as igrejas), in Estudos de Religião, revista de estudos e pesquisas da religião, Ano VI, nr 08, São Paulo: IMS - EDIMS, outubro de1992.

DROOGERS, André, Visões paradoxais de uma religião paradoxal: modelos explicativos do crescimento do pentecostalismo no Brasil e no Chile, in Estudos de Religião, revista de estudos e pesquisas da religião, Ano VI, nr 08, São Paulo: IMS-EDIMS, outubro de 1992.

BITTENCOURT FILHO, José, Remédio Amargo, in Tempo e Presença, publicação do CEDI, nr 259, Ano 13.

BITTENCOURT FILHO, José, Remédio Amargo, in Nem Anjos Nem Demônios, Petrópolis, Rio de Janeiro, Vozes, 1994.

WILGES, Irineu, Cultura religiosa: as religiões no mundo, 6a. edição, Petrópolis, RJ, Vozes, 1994.

GALDINO, Florêncio, O fenômeno das seitas fundamentalistas, Trad. José Maria de Almeida, Petrópolis-RJ: Vozes, 1994.

NOTAS

(1) Nos dias atuais, è comum assistir na televisão a qualquer hora do dia ou da noite, flexes e cenas sexuais, tudo isto em nome da pós-modernidade.
(2) Movimento Carismático aqui defino tanto os pentecostais, neopentecostais e o carismatismo católico romano.
(3) ”A apocalìptica se refere a uma perspectiva religiosa específica acerca dos planos divinos e últimos para a história. Esta perspectiva,... se exprime na linguagem dos oprimidos e marginalizados, se não na origem, pelo menos no seu propósito. Mais especificamente, a apocalìptica è uma expressão sobrenaturalista dos aflitos em relação às forças culturalmente opressoras de domínio... ou seus próprios líderes mal1ignos e autônomos que são fantoches do domínio estrangeiro”. Carriker, op.cit., pp. 05.
(4) Carriker, op. cit. pp. 04.
(5) Bittencourt, op.cit., pp.26.
(6) Carriker, op.cit., pp. 06. O autor escreve que “a simples confiança e a absoluta segurança na conquista divina do mal se torna a devida herança dos retos. Entretanto, tal segurança urgente, freqüentemente se expressa por categorias temporais a fim de intensificar a certeza de que Deus vindicaria suas promessas para os retos. A linguagem do fim, em última análise, è a linguagem de finalidade. O que está em jogo não è o fim próximo da história ou da criação, mas a resolução, que está para sair, da crise histórica. Tal perspectiva è pessimista somente em relação a ordem atual dominante má. Em relação da esperança na resolução divina pendente, ela è realmente otimista e confiante.”

[1]Nos dias atuais, è comum assistir na televisão a qualquer hora do dia ou da noite, flexes e cenas sexuais, tudo isto em nome da pòs-modernidade.
[2] Movimento Carismático aqui defino tanto os pentecostais, neopentecostais e o carismatismo católico romano.
[3]”A apocalìptica se refere a uma perspectiva religiosa específica acerca dos planos divinos e últimos para a história. Esta perspectiva,... se exprime na linguagem dos oprimidos e marginalizados, se não na origem, pelo menos no seu propósito. Mais especificamente, a apocalìptica è uma expressão sobrenaturalista dos aflitos em relação às forças culturalmente opressoras de domínio... ou seus próprios líderes mal1ignos e autônomos que são fantoches do domínio estrangeiro”. Carriker, op.cit., pp. 05.
[4]Carriker, op. cit. pp. 04.
[5]Bittencourt, op.cit., pp.26.
[6]Carriker, op.cit., pp. 06. O autor escreve que “a simples confiança e a absoluta segurança na conquista divina do mal se torna a devida herança dos retos. Entretanto, tal segurança urgente, freqüentemente se expressa por categorias temporais a fim de intensificar a certeza de que Deus vindicaria suas promessas para os retos. A linguagem do fim, em última análise, è a linguagem de finalidade. O que está em jogo não è o fim próximo da história ou da criação, mas a resolução, que está para sair, da crise histórica. Tal perspectiva è pessimista somente em relação a ordem atual dominante má. Em relação da esperança na resolução divina pendente, ela è realmente otimista e confiante.”

4 comentários:

Anônimo disse...

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Rev. Simonton

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